Blog de Merda

Seria um blog de merda, ou uma merda de blog?

Original, Criativo, Marcante e Inútil.

Não faz muito tempo, uma amiga minha me mandou por email o link de um vídeo (Sim, eu fico sabendo das coisas por email e não no “feice” porque não tenho essa merda. Não gostou? Acha que sou retrógrado e anacrônico? Se mata. Deita na BR como dizem por aí) de um pedido de casamento feito por um ator estadunidense com a ajuda de familiares e amigos todos perfeitamente ensaiados fazendo uma coreografia e dublando uma música do Bruno Mars sobre um pedido de casamento (quem diria?!).

Não me entendam mal, o vídeo é excelente, criativo, bem feito, e tudo. E eu gostei sim. (me reservo o direito de não tecer comentários acerca da “versão brasileira” promovida por um programa de televisão veiculado aos domingos)

Desde então começaram a aparecer na internet e na televisão, diversos pedidos inusitados de casamento. Uma espécie moda ou epidemia.

Recordo-me que havia, já faz algum tempo, em um canal da TV a cabo, um programa (estadunidense claro) dedicado a ajudar o pobre futuro-noivo a fazer um pedido todo especial, com direito a uma bruta produção, surpresas, flores, e até uma pizza que viajou um país inteiro para ser degustada no momento do pedido (pois é, eu assisti a esse episódio).

Surgiu uma reportagem mais recentemente de um cara que resolveu fazer o pedido em um shopping no PR, com a ajuda de amigos também. E a TV foi lá filmar e tal.

Dentre as diversas entrevistas, foram veiculadas duas moças, que pelo que entendi não tinham nada a ver com o pedido, estavam no shopping para fazer outras coisas, e, em suas palavras, disseram “Com um pedido desses? Eu casava na hora!”

 Tá, o cara quer fazer algo inesquecível para a moça! Ok!

 Nem vou entrar no mérito da utilidade do casamento, da sua função social, da imposição em nome da tradição, etc.

 Mas quero entender algumas coisas: Pra quê? Pra quê surpreender a moça? Qual a utilidade disso?

 As moças vão correndo dizer que é bonitinho (argumento mais pobre impossível), ou que é importante que o pedido seja especial e diferente (o que não explica nada) e em seguida vão argumentar, com razão, que o momento é especial e que por isso tem que ser diferente (pronto, acabou a razão e não explicou nada novamente). Ou mais ainda vão dizer que se o cara simplesmente a pede em casamento ela não se sente especial e coisa e tal.

 Vejamos:

  •  O sujeito já abdicou da sua vida de solteiro, que, quer vocês acreditem ou não, tem um valor absolutamente inestimável para um ser humano adulto e saudável do sexo masculino, por, muito provavelmente, um bom período só para te namorar (o que pode, por mais que seja difícil de entender, durar muitos anos).

 

  • Não bastasse isso, ele resolveu te fazer a (louca) proposta de passar o resto de sua vida ao teu lado. O tempo todo! Sem descanso! Suportando tua família, tuas manias, teus caprichos, etc. (Alguém pode argumentar que ela também tem que aturar a família, manias e tudo mais do pobre coitado. Mas ressalto que a ela é facultada a opção de dizer não. Ele, em contrapartida, passou o namoro todo sofrendo a pressão social de pedir a dita cuja em casamento e, a partir do momento que faz o pedido, se comprometeu para toda a vida).

 

  •  A partir desse dia ele tem que, por alguma razão que eu ainda não consegui compreender, te pedir permissão para fazer absolutamente qualquer coisa (e não adianta dizer que “é só avisar que vai pro boteco com o povo do trabalho pra você não ficar preocupada” porque todos nós sabemos que isso é a mais pura mentira, que pode ser comprovada posteriormente com as caras feias que duram meses, ou o uso desta ocasião em discussões futuras que não se relacionam em nada com o fato).

 

  • Ele morreu por você! E, pior, o fez de pura e espontânea vontade!

 Mas, ainda assim, se ele não fizer algo “marcante” no dia do pedido elas não se sentem especiais!

 “Com um pedido desses? Eu casava na hora!”, ou seja, se fosse simplesmente um pedido, ou uma proposta, ou sei lá, algo mais normal, ou simples, talvez não rolasse o casamento.

Ela não se sentiu especial!

Moças, acho que vocês deviam procurar ajuda. Essa necessidade incessante de se sentirem individualmente especiais não é normal. Pode até ser comum, mas não é normal. Talvez essa seja a razão da raiva que vocês sentem quando dizemos que vocês são todas iguais, só mudando o CPF mesmo.

Os homens são todos iguais também. Com a diferença que nós não ligamos pra isso (claro que existem exceções, que nós homens classificamos como “babacas”).

 As mulheres não gostam que digamos que são complicadas. E eu concordo. Elas não são complicadas. Coisas complicadas, com muito esforço podem, finalmente e eventualmente, ser compreendidas, o que definitivamente não acontece com as mulheres.

12 de julho de 2012 Publicado por | Fatos da Vida..., Relacionamentos | Deixe um comentário

Sobre sistemas de disputa e outras coisas.

Minha gente,

Vou começar sendo muito claro. Eu não gosto de “pontos corridos”. Sou a favor do chamado “mata-mata”. Eu já estava meio desconfiado disso lá em 2003, e após todos esses anos suportando o tal Brasileirão sendo disputado por pontos corridos posso afirmar: Não existe disputa mais chata e sem graça do que um campeonato de futebol por pontos corridos. E digo isso de qualquer deles, seja o inglês, o italiano, o espanhol ou o brasileiro.

Para expor minha tese vou fazer um exercício de recordação: Como eram as coisas naquela época em que, em território nacional, eram realizados os, já extintos, campeonatos brasileiros de futebol profissional (mesmo que em algumas ocasiões nem tão profissionais assim)?

O finado Brasileirão era o assunto mais popular entre as rodas de amigos. O vencedor malhando o perdedor e este se defendendo como podia. A expectativa pelo próximo jogo. A total incerteza: Quem será o campeão?

Havia, naquele tempo, uma enorme expectativa para os jogos decisivos. Eram dias inteiros de conjecturas e projeções. Os pais e avós nos contavam histórias de edições anteriores, ressaltando essa ou aquela característica dos times. E vejam bem, as especificidades eram dos clubes e não dos atletas. “O Botafogo é a escrita do Flamengo”. “O Flamengo é time de chegada, na final sempre dá trabalho”. “O Fluminense era uma máquina de jogar bola”. “Em clássico, quem está pior no campeonato acaba ganhando”.

Faço aqui um pedido àqueles de outros estados que me perdoem, mas como bom rubro-negro que sou e de uma família que tinha sua vida ligada à cidade do Rio de Janeiro, eram essas coisas que ouvia. Tenho certeza que vocês serão capazes de lembrar-se do que seus pais e avós contavam.

Até que chegava o dia do jogo! O país inteiro parava para ver o que aconteceria dentro daquelas quatro linhas durante mais ou menos 90 minutos. Afinal tudo poderia acontecer! Era a essência do imprevisível!

O jogo era um reflexo da humanidade. Estava ali o jogador frio, que não sentia a pressão, o bruta-montes, o que se doava em campo e corria como nunca, o que amarelava, o que crescia, o que fazia o que podia, o que fazia o que não podia (e nem sempre era expulso por isso), o que fazia questão de não aparecer e o que fazia de tudo para aparecer.

E quando acabava? Era uma catarse coletiva. Jogadores e torcida vencedores em estado de êxtase. Uma volta olímpica num estádio lotado, consagrando a equipe campeã. Muitas vezes nem os uniformes estavam mais presentes. Era charmoso. Era histórico. Era heróico. Era épico.

Hoje isso não existe mais. Assassinaram o Brasileirão, aqueles que “entendem de futebol”. Trocaram tudo o que descrevi acima por um sofrimento em tediosas doses homeopáticas denominado “pontos corridos”. E os tais “pontos corridos” foram instituídos sob a égide de diversos argumentos.

O primeiro e deles é a justiça. Parece-me que segundo os tais “entendedores de futebol”, no sistema atualmente adotado a equipe que ao final recebe a alcunha de campeã é aquela que tem maior regularidade durante o interminável evento esportivo, e isso por alguma razão seria mais justo. Este, a meu ver, é um argumento falho e simplório por diversas razões. Vou expor aquelas que considero mais relevantes: O termo “justiça” diz respeito, de maneira mais simples, à igualdade. Justo é aquilo que é equitativo, o que por óbvio é totalmente contraditório com o conceito de competição, onde o objetivo é determinar em um grupo, o melhor em determinada tarefa, ou seja, aquele que, definitivamente, não é igual aos demais.

Argumentarão alguns que a equanimidade deve existir nas oportunidades dadas a todos os participantes, o que torna o argumento ainda mais simplório, uma vez que no sistema de “mata-mata” quase sempre existe uma etapa de “pontos corridos” que o antecede. No fundo, o que acontece é que com o sistema atual não se tem o momento decisivo. A hora em que tudo se define. Em que suamos frio e o coração bate mais forte. Temos a tal “justiça”. E contente-se com isso.

Outros defenderão o argumento de que temos 38 finais ao longo do torneio. Pergunto então, quantos sentiram algo meramente parecido com o que descrevi acima quando na 3ª rodada do campeonato em curso o Figueirense venceu o Atlético de Goiás por dois a zero. Mais ainda, pergunto quantas vezes durante o curso do campeonato, que na data em que escrevo este texto tem 31 rodadas disputadas, algo parecido acometeu os torcedores de qualquer agremiação? Sejam honestos consigo mesmos.

Há também o pretexto econômico. Segundo os “entendedores” o sistema atual possibilita que os clubes façam planejamentos melhores, que terão renda durante todo o ano, que com isso terão elencos melhores e, por conseguinte um nível técnico maior no campeonato como um todo.

Pois bem, de 2003 até hoje, eu não consigo enxergar qual clube brasileiro faz qualquer planejamento minimamente decente. E antes que alguns torcedores surjam aqui como os únicos heróis portadores da bandeira do planejamento, saibam que o São Paulo Futebol Clube (ícone máximo do planejamento e organização) foi o 2º clube com maior prejuízo no ano de 2010 segundo estudo do Itaú BBA com dados da consultoria BDO RCS. O mesmo vale para Fluminense (8º), Vasco (7º), Grêmio (6º), Cruzeiro (5º), Santos (4º), Corinthians (3º) e Palmeiras (1º). No fundo, vale para todos, mesmo os não citados.

Prossigo: não entendo a razão de o clube somente ter receita quando joga. Qual a razão para que os clubes que eventualmente não participem dos jogos decisivos não recebam uma parte dos rendimentos da fase final? Seria neste caso excesso de planejamento e organização?

Gostaria de fazer agora outra pergunta: Quais os eventos esportivos mais rentáveis mundialmente falando?

Copa do Mundo FIFA? A Champions League? NBA? NFL? NHL? Major League Baseball? A Eurocopa? Todos os torneios de tênis (apesar de existir um ranking por pontos)?

Eu tenho a impressão de que se há uma lista, a maior parte dos eventos mais rentáveis são mata-mata, mas cabe investigação.

Sendo assim, o argumento de que pontos corridos dão mais dinheiro me parece no mínimo ingênuo.

Isso sem falar que no atual “Brasileirão” – uma espécie de campeonato neerlandês de futebol masculino, só que com times brasileiros – as únicas rodadas que realmente interessam são as 5 ou 6 últimas. Fora os fatos de que no início do torneio já sabemos mais ou menos o que vai acontecer, e pior ainda, existem, na atual configuração, no mínimo 4 campeões brasileiros (porque a diferença entre o 1º e o 4º na prática é nula).

Ah, ainda existe a desagradável peculiaridade de o 1º colocado receber o troféu e as medalhas com seus atletas elegantemente trajados em seus ternos feitos sob medida em uma festa nos moldes da FIFA, promovida pela CBF (que não necessita quaisquer críticas mais elaboradas) onde somente as figuras mais “ilustres” estão presentes. O torcedor? Aqueles, e somente aqueles, que possuem televisão por assinatura podem assistir. Sem catarse, sem emoção, sem choro, sem alívio, mas com “justiça” e dinheiro no bolso. Algo sufocantemente europeu.

Num mundo onde o “assunto mais comentado no boteco” foi substituído pelo Trending Topic, nada mais natural que aquela característica do clube seja convertida em “planejamento” e o imprevisível dê lugar à “justiça”.

Extirparam a incerteza, e com ela toda a graça e emoção, do campeonato brasileiro.

Mas dê um “curtir” nos que “entendem de futebol” e comemore com seus amigos torcedores pela twitcam todos trajando suas camisas dry fit. Ou, em caso de derrota, xingue muito no twitter mas não no estádio. Caso contrário você poderá estar cometendo bullying.

Haja saco!

27 de outubro de 2011 Publicado por | Futebol, Papo de boteco | Deixe um comentário

Diretamente do Túnel do Tempo!

Minha gente,

O que está acontecendo com o mundo?

As notícias que eu escuto são totalmente alarmantes, vejam só:

  • A inflação está voltando;
  •  O governo jura de pés juntos que “não poupará esforços para conter o dragão da inflação que aterrorizou os brasileiros durante tantos anos” (sei);
  • Cogita-se um desabastecimento de gasolina;
  • O campeonato brasileiro de futebol (que considero a competição esportiva mais chata do planeta, mas isso é tema para outro post) está sob ameaça de não acontecer, por disputas entre o os clubes, a CBF, o Clube os Treze, A Globo e mais alguma outra entidade que eu por ventura tenha esquecido. Isso torna possível que se realize um torneio com nome genérico que substituirá o “Brasileirão” temporariamente (já vi esse filme);
  • As empresas de jogos de tabuleiro estão relançando clássicos como “Banco Imobiliário”, “Detetive” e o pior de todos “Jogo da Vida”. Todos com nomes diferentes e mais modernos, mas com o mesmo princípio;
  • Temos pelo menos uma guerra em andamento no oriente médio;
  • Voltou à moda ter tocadores de discos de vinil em casa (também conhecidos pela alcunha de vitrolas);
  • Aconteceu outro desastre nuclear;
  • A FIAT lançou outro Uno;
  • Vão re-filmar o Robocop;

Estou com a nítida impressão que entramos em um túnel do tempo. Voltamos aos anos 80!

Os rapazes já podem tirar os blazers do armário para usá-los com suas calças jeans, e as moças já podem resgatar as polainas.

Temos que conseguir os discos do Oingo Boingo, do Pet Shop Boys, do A-ha e do Beto Barbosa, que vai relançar a onda da lambada (para meu mais completo desespero). Gravemos fitas K7 para ouvi-las à exaustão em nossos walkmans amarelos à prova d’água.

Alguém terá que relançar o Genius e o Super Trunfo (desculpem-me meninas, mas eu não me lembro do que vocês brincavam naquela época).

Não vejo a hora de me refestelar com um chocolate Surpresa com a figura de algum dinossauro. Vamos rever os Goonies e os Gremelins na sessão da tarde. Quem sabe dá até pra gravar em fitas VHS com nossos videocassetes 4 cabeças? Tudo vai voltar a ser irritantemente colorido, (especialmente em rosa shock).

Só de imaginar já sinto náuseas! Eu não quero! Por favor, parem o mundo que eu quero descer!

PS.: Para quem não entendeu pelo menos 70% das referências que eu fiz, fica a seguinte conclusão: Você não viveu a década de 80. E mesmo com tudo isso de ruim que eu listei, prefiro o Guns’n Roses e o Dire Straits a quaisquer Tokio Hotel ou McFly que vocês possam arranjar.

Abraços.

8 de maio de 2011 Publicado por | Fatos da Vida... | 1 Comentário

American Way of Travel

Bom… O blog não tem sido muito movimentado, né… E eu sou o que certamente mais colaborei, nesse tempo todo, presse endereço internético ter virado uma versão virtual da câmara dos deputados às sexta-feiras: abandonado às moscas!

Mas volto hablando diretamente sabe da onde? Da terra do Tio Sam! Isso mesmo: os Estados Unidos da América! Terra da liberdade e da oportunidade! A maior nação do mundo, aquela que vem cuidando para que nosso planeta seja o lar perfeito para nós, nossos filhos e netos.

 

O lugar onde o tudo é perfeito e ninguém tem problemas. Tá certo…  Eu estive lúcido nos últimos 2 anos e estou perfeitamente ciente que houve uma crise econômica mundial filhadaputamente grande e que muita gente aqui rodou. Mas MESMO ASSIM: são os Estados Unidos da América. Na opinião deles, eles estão se recuperando perfeitamente e 120 em 100 americanos, com crise ou sem crise, acham que isso aqui é o melhor lugar do mundo e não o trocam por nada!

Pois bem. Eu estou aqui!

E, para os desavisados, há uma nevasca gigantesca rolando:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/02/02/tormenta-atinge-eua-fecha-estradas-e-forca-cancelamento-de-voos.jhtm

É… e você entendeu bem: eu estou aqui. E me valendo dos serviços de uma das mais tradicionais empresas americanas, que se apresenta no mundo todo como a “cara” dos Estados Unidos:

American Airlines.
Because we know why you fly.
(bonito slogan, né? Não pude evitar de colocar embaixo do nome…)

Pois bem. Nevasca = 1.000.000 de voos cancelados.

E isso me lembra muito as chuvaradas brasilianas que sempre acontecem no nosso verão sudestiano e que, adivinhem, causam 1.000.000 de voos cancelados!

A questã é: cancelaram meu voo ontem.

Se de nosso Brasil estivéssemos falando, a galera estaria caindo de pau! Posso até imaginar as notícias:

“Chuva causa cancelamentos em voos e aéreas negligenciam ajuda a passageiros”

“ Passageiros abandonados nos aeroportos do país”

“ ANAC, INFRAERO e aéreas não chegam a acordo sobre responsabilidades dos atrasos e cancelamentos”

O povo estaria protestando nos aeroportos e nossas brasilianas Gol e TAM, bem como as ANACs e Infraeros da vida, teriam sua vida azucrinada no cantinho dos jornais, porque domingão tem Curíntia e Parmera e nenhum voo cancelado é mais importante que isso, não é mesmo?

Pois bem: minha revolta. A querida American Airlines e seja-lá-qual-for-o-órgão-do-governo-americano-responsável cancelaram meus voos ontem. Não me pagaram um centavo de comida. Não me pagaram hotel pra dormir. Remarcaram pra mim um voo saindo hoje que, adivinhe, foi cancelado!

Estou há HORAS no aeroporto de Midland/TX (vejam no google onde isso fica pra terem uma ideia…) esperando que, talvez, um outro voo saia daqui pra Dallas. Se eu der sorte, chego no Brasil amanhã… via Santiago. E você não leu errado… É Santiago mesmo. Aquela do Chile, sabe?

E sem contar que, semana passada, fiz um voo de agradáveis 6 horas na American entre Miami e São Francisco em que até o amendoim era vendido. E custava caro, viu!

Queria eu saber o que é mesmo o que a prestigiada American Airlines (e a Continental, e a United, e qquer outra q vc se lembre aí) tem de melhor em seus serviços ou assistência ao passageiro que a Gol ou a TAM?

No que é mesmo que a agência nacional de transportes aéreos americano (FAA – Federal Aviation Administration – venci a preguiça e acabei de olhar no google) está se distinguindo de sua “par” brazuca?

E viva os Estados Unidos!

E eu cuma saudades danada das filas do Galeão, da Gol liberando assento em voo em Salvado porque deu pau em avião, etc…

Mas tem mais boas notícias! Aqui, como aí, a imprensa está encostando um pouco o assunto… Afinal, domingão próximo tem super bowl, né?

Abraços!

PS.: em tempo: a American cancelou até minha opção de voo via Santiago. Estou eu mais uma noite hospedado em Midland/TX sem ajuda nenhuma dela e esperando por um final diferente amanhã!

2 de fevereiro de 2011 Publicado por | Fatos da Vida..., Papo de boteco | , | 5 Comentários

The 33! Based on a true story.

Minha gente,

Terminou o resgate dos mineiros no Chile. O mundo todo acompanhou. Teve hino, discurso político, distribuição de pedrinhas, ex-jogador da seleção chilena e esposa que na verdade era a amante entre outras coisas.

Os 33 mineiros já viraram celebridades, o que é coisa perfeitamente natural no mundo atualmente. E naturalmente já tem um monte de gente querendo ganhar dinheiro à custa dos acontecimentos (o que é ainda mais natural no mundo).

Eu estive imaginando como será o longa-metragem Holiwoodiano a respeito dessa história. Já pensaram?

Um desastre em uma mina em uma república sul-americana. Obviamente causado pela incompetência, ineficiência e ganância dos trabalhadores sul-americanos, que não respeitaram as mais básicas regras de segurança para trabalhos em espaço confinado, que qualquer trabalhador estado-unidense, louro e de olhos azuis conhece de trás para frente. Sem falar no uso de ferramentas inadequadas e antiquadas há vários anos proibidas nos Estados Unidos da América.

Gael García Bernal faria o papel do mineiro mais lúcido entre os 33, que sempre alertou seus patrões sobre o perigo daquela atividade, e seria o que organizaria o grupo soterrado, possibilitando o resgate.

Antônio Banderas faria o papel do presidente chileno que, totalmente perdido e confuso, faria um apelo emocionado aos Estados Unidos da América por auxílio nos trabalhos de resgate que o Chile, sendo um país sul-americano, latino e conseqüentemente atrasado econômica e tecnologicamente, jamais seria capaz de realizar.

O solidário e humanitário presidente estado-unidense, brilhantemente interpretado por Denzel Washington, proferiria o brado “Yes we can!” ao telefone com Antônio Banderas, e ordenaria imediatamente a formação de uma equipe com os melhores dos melhores, que, por óbvio, estão todos em território estado-unidense.

Seriam então convocados Clint Eastwood, George Clooney, Bruce Willis, Samuel L. Jackson e Chris Evans para formar a “Task Force Hope”.

Durante as escavações uma série de problemas pessoais entre os componentes da equipe viriam à tona, especialmente o casamento entre a filha do chefe da força tarefa (Clint Eastwood), a belíssima Kirsten Dunst e o inexperiente, porém vibrante, especialista em sistemas automatizados de perfuração (Chris Evans).

Próximo do final da perfuração, uma grande tragédia se abateria sobre a equipe, e a personagem de Clint se sacrificaria para salvar todos os outros sendo deixado dentro da mina para sempre. Mas nos momentos finais ele daria sua bênção ao casamento da filha pelo rádio de comunicação, segundos antes de ser esmagado por um desmoronamento da mina.

A personagem de Gael García Bernal sugeriria que o acampamento fosse apelidado de “Esperanza” em homenagem à força tarefa que os salvou da morte certa.

Todos os envolvidos (inclusive os chilenos) cantariam o hino estado-unidense como homenagem e em agradecimento ao país responsável por evitar mais essa tragédia.

A película se encerraria com uma montagem muito bem feita do pavilhão chileno em segundo plano e em primeiro plano o pavilhão estado-unidense mostrando a evidente cópia promovida pelos chilenos. Fade out para um texto informando que o acampamento Esperanza está no local até hoje, e que todos os mineiros foram salvos e hoje vivem felizes com suas famílias. Tudo isso ao som de uma música marcante composta por Alan Silvestri.

Em todo o material promocional veríamos a seguinte frase: “Baseado em fatos reais”.

Parabéns a todos os envolvidos no resgate, independente de nacionalidade, bandeira, hino, etc.

PS.: Olha só meu povo … Dominei o Blog!

3 de novembro de 2010 Publicado por | Fatos da Vida... | 3 Comentários

Campanha Por Um Mundo …

Faz tempo que ninguém escreve coisa alguma por aqui.

Quero então, aproveitar a oportunidade para fazer um protesto.

Desde que o povo brasileiro inventou o tal “jeitinho brasileiro”, imortalizado pela repugnante figura do malandro e divulgado mundialmente por figuras absolutamente toscas (para dizer o mínimo) como o Zé Carioca, por exemplo, este país tem caminhado a passos cada vez mais largos para a total e completa baderna.

Hoje em dia a anarquia é algo estabelecido e institucionalizado, o que por si só é um absoluto contrasenso.

Eu nem vou entrar aqui em aspectos gritantes como a organização e funcionamento do sistema de serviços públicos deste “país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Quero tratar tão somente da total falta de respeito ao menor sinal de organização internalizada nos indivíduos viventes nesta nação.

Alguns poderão dizer que eu estou exagerando (eu tendo a ser exagerado mesmo, sei disso), especialmente por viver na cidade símbolo da balbúrdia, desordem e tumulto, mas o protesto e o apelo que tenho a fazer valem para todos os rincões do território nacional.

Não pretendo extirpar, nem sou contra o “jeitinho brasileiro”, apesar de me sentir um pouco envergonhado quando ouço este termo. Acho que a descontração é uma excelente maneira de se levar a vida. No entanto, a esperteza e o “levar vantagem” não são, e jamais serão, justificativa plausível para que os cidadãos se tornem bons filhos da puta (não pelas mães que têm, mas pelos filhos que são).

E não adianta ler o que escrevo e publico neste espaço esquecido do mundo cibernético, e concordar, afirmando com a cabeça, ou rindo de orelha a orelha sem fazer uma reflexão sobre seus próprios atos. Se tu o fizeste , ou o está fazendo, és um bom filho da puta!

Claro que deixar de ser uma “alma sebosa” (definição nordestina e mais precisa impossível para o tipo de ser que descrevo) não é um processo fácil. Então pensei em fazer uma pequena lista de ações com as quais você, “filho de uma rapariga rampeira” (para me manter no nordeste) pode passar a tomar mais cuidado:

1 – Jogar lixo na rua:

Tia Cotinha ensinou no Jardim I (se a senhora sua mãe não o fez) que isso não se faz. Não importa se é só um pequeno papelzinho, ou uma bituca de cigarro.

2 – Urinar na rua:

Não vou perder tempo discutindo uma nojeira dessas. E façam-me o favor de não levantar o argumento do carnaval e sua falta de banheiros químicos. Usem o cérebro só pra variar.

3 – Fechar o cruzamento da avenida:

Serei bem direto. Foda-se se você está atrasado para qualquer merda que tenha marcado com outrem. Isso não te dá o direito de foder ainda mais a vida do próximo que, assim como você, está tentando em vão chegar a algum lugar (por qualquer que seja o motivo).

4 – Acelerar o carro quando alguém da fila ao lado faz sinal que quer mudar para sua faixa:

Isso sim é sinal de filha-da-putice nível 8. Além de ser uma questão de educação, você não vai morrer se chegar 0,00254 segundos mais tarde.

5 – Gastar água varrendo calçadas com mangueiras, banhos demorados, escovações de dentes perfeccionistas e coisas do tipo:

Não interessa se você tem dinheiro para pagar a conta de água da cidade de São Paulo inteira. Essa porra vai acabar. E tomara que seja com o teu filho para que ele tenha uma boa razão pra te largar num asilo com uma fralda cheia e jogando sueca para passar o tempo.

6 – Estacionar na vaga de deficientes:

A menos que você seja mesmo deficiente (e não vale a piadinha da deficiência mental), vá procurar uma vaga normal para parar o carro. Os 5 minutos que você vai perder também não vão te matar (com raras exceções). Se não está a fim de procurar vaga, fique em casa ou vá de táxi. Transporte coletivo também serve.

7 – Forçar seu embarque no elevador, ônibus ou metrô antes dos outros desembarcarem:

Qualquer nematelminto é capaz de entender que se aqueles que querem desembarcar efetivamente o fizerem, o embarque subseqüente será consideravelmente mais fácil.

8 – Largar a bandeja com pratos e talheres sujos na mesa em uma praça de alimentação:

Deixe de ser tapado (a). Você escolheu comer numa praça de alimentação, muito provavelmente algum fast-food ou self-service. Portanto, não está muito preocupado com o serviço. Nestes casos faz parte do procedimento tirar a sua própria bandeja. Se você quer ser servido à francesa, vá a um bom restaurante, deixe de ser mão-de-vaca e pague aquilo que lhe for cobrado. Alguns poderão argumentar que não possuem dinheiro para comer em um bom restaurante. Neste caso você se fudeu. Tire a sua bandeja e não bufe.

9 – Pichação:

A pichação por si só já é um ato totalmente imbecil. Alguns vão tentar argumentar que é uma forma de expressão ou de protesto. Neste caso eu quero fazer a seguinte reflexão: De que adianta “se expressar” ou “protestar” com uma mensagem que só você entendeu? Porque então colocar aquele monte de rabiscos espalhados pela cidade como se ela fosse um desenho de criança entre 0 e 2 anos de idade? Qual o objetivo? Provar que você é um idiota que se arrisca nas alturas praticando atos criminosos? Bela merda! Deixe de ser filho da puta e vá arrumar algo para fazer, vagabundo!

Esses foram nove exemplos. Existem milhares.

O Blog de Merda inicia aqui uma campanha:

Campanha Por um Mundo Menos Filho da Puta

Colabore nos comentários com mais exemplos. E mais do que isso, colabore não repetindo esse tipo de coisa na sua vida.

13 de outubro de 2010 Publicado por | Fatos da Vida... | | 5 Comentários

Linhas e Entrelinhas

Aviso: o tema sobre o qual tratarei a seguir é polêmico, causa brigas, DR’s, caras feias, greves de sexo, hospedagem da sogra, pintura do apartamento e mais quatro manifestações femininas de contrariedade profunda à sua escolha!

Caso você não queria passar por isso (seja porque quer fazer sexo com sua esposa, namorada, amiga, conhecida, vizinha, professora, etc, seja porque quer que o rapaz te acompanhe no carna-folia-elétrico-rebolation 2010), não leia! É sério! Pare agora! Não insista! Deixe de ser burro (a) e respeite a sinalização!

Se você ainda assim resolver ler, deixe suas reclamações e ofensas no espaço de comentários, pois elas serão prontamente ignoradas.

Eu já falei isso para algumas amigas minhas e o resultado foi muito interessante. Elas riram e teceram comentários do tipo: “Ah é assim?!”, “Então tá!”, “Eu não acredito!”, “Isso é impossível” e o mais tradicional de todos “Sem comentários Joker!”

Moças prestem bem atenção, e rapazes me digam se eu não tenho razão. É público e notório que homens são burros. Todos! Sem exceção! Independente de empregos, diplomas ou habilidade em palavras cruzadas.

Sabem as entrelinhas? Pois então, nós homens raramente conseguimos ler com alguma clareza as linhas! Imaginem as entrelinhas!

Nós pensamos em linha reta, ou seja, o raciocínio masculino deve começar em um lugar e acabar em outro sem que sejam feitas muitas curvas no caminho. Caso contrário … Fudeu!

Não, nós não conseguimos entender qual a relação entre nossos carros e seus batons.

Quando vocês entram na sala (normalmente no meio da notícia mais esperada do jornal) e nos perguntam se preferimos a blusa azul ou a preta, a reação mental de um homem é: “Azul, eu gosto de azul.” Dois segundos depois: “Humm, me lasquei! … qualquer das duas cores que eu escolher será prontamente descartada … se eu não disser nenhuma cor serei o insensível que não liga para ela … se disser que ela fica linda em qualquer das duas levarei uma bronca porque ela quer uma opinião … flores, uns R$ 30,00 … chocolates, mais uns R$ 50,00 … talvez um jantar? … putz, vai sair cara essa pergunta!”

São momentos de intenso pânico.

Outro dia, eu estava almoçando com algumas amigas do trabalho e uma elogiou o esmalte da outra. Prontamente a segunda pôs-se a relatar que havia visto alguém falando do esmalte na televisão, e que nos dias seguintes saiu à procura daquela cor específica, e que teve algum trabalho para encontrá-la.

Até este ponto eu compreendia a conversa razoavelmente. Até que ela continuou: “Eu achei lindo esse azul marinho. Ele parece preto!”

Desculpem-me moças, mas o raciocínio masculino imediato foi: “Mas porque diabos ela não comprou logo o preto? Garanto que teria sido mais fácil de encontrar!”

Claro que as representantes da classe feminina leitora deste humilde (e abandonado) blog correrão com as mais diversas explicações da sutileza da alma feminina.

O mais importante aqui é o fato de que nós homens entendemos que, por alguma razão, o esmalte preto não serviria, que o efeito de ser azul de perto e preto de longe, também por alguma razão, era o que ela estava procurando (sabe-se lá o motivo), etc.

Mas não compreendemos o acima descrito (procurem a diferença entre entender e compreender no dicionário).

Não adianta, são entrelinhas.

Moças entendam, somos como computadores. Não adianta você ficar insinuando que quer clicar no navegador se efetivamente você pretende navegar na internet. O navegador não vai abrir por meio de indiretas, olhares, roupas e sinais. Não adianta clicar no programa de planilhas, sendo que você quer abrir o editor de texto. Caso você faça isso, iniciaremos os trabalhos com o programa de planilhas. E a cara feia decorrente da nossa falta de habilidade em reconhecer que você queria na verdade o editor de texto não nos torna mais hábeis. Preocupa-nos a princípio e depois nos irrita.

Aí já sabe né? … Tela azul … Este namorado/ficante/noivo/marido acaba de executar uma operação ilegal e será finalizado após ingestão de grandes doses de álcool … Espere a reinicialização (odeio este termo).

Claro que não quero que vocês se tornem lineares como nós, até porque (e eu já tenho dito isso algumas vezes) de tosco e ogro na minha vida já basta eu. Só peço, em nome de todos os homens que vivem um relacionamento de qualquer espécie com uma mulher, que vocês entendam (observem que não peço compreensão) este detalhe de nosso funcionamento mental. A convivência será muito melhor para ambos.

Grandes abraços a todos e beijos a todas. E vamos escrever meu povo que isso aqui está mais abandonado que salada em aniversário de criança.

30 de março de 2010 Publicado por | Fatos da Vida..., Relacionamentos | , , , | 7 Comentários

Papai Noel capitalista!

Desde Novembro já estamos vivendo um clima de Natal. Tudo começa com o maldito jingle da Leader (que agora não é mais magazine, mas não deixa de ser popular!). Até quando teremos que aturar essa musiquinha? Para sorte de uns e azar de outros, alguns dos comerciais natalinos deixaram de ser exibidos. Não me lembro de ter visto, este ano, os clássicos: -“Peruuuu de Natal! Como é fácil de fazer! Vem temperado e pronto pra assar! Com um termômetro pra não queimar…”; Ou ainda aquele onde o menino corre, como se estivesse sendo perseguido pela universitária da saia curta, e chega bem a tempo de cantar o “Pra Vooooocêêêê”! Hoje, as crianças estão cagando pra sua Caloi e esperam ganhar seu Xbox 360! Não entrarei neste mérito agora, estou aqui pra meter o pau numa época que tinha tudo pra ser linda e se torna um verdadeiro inferno na terra!

Natal e inferno… Praticamente uma antítese. Celebrado pelos Cristãos como o dia do nascimento do seu Messias, esta data religiosa tem sido transformada em um feriado onde o consumismo exacerbado impera. Por que inferno? As ruas e shoppings são tomados pelas pessoas. Não se pode transitar! O trânsito fica caótico! Pra piorar os taxis rodam em bandeira dois! Em todo lugar que você vai existe uma caixinha! Eu to quase colocando uma pendurada no pescoço. Quem sabe este ano eu inverto as coisas e ao invés de gastar uma grana, eu consiga um 14º salário??

A vantagem é que mesmo ficando mais pobres, passando perrengue, suando neste clima desértico, todos sorriem de orelha a orelha. Até quando? Não se sabe. Alguns logo perderão seus sorrisos com as chuvas de verão que ano a ano destroem lares em todo o Brasil. Outros terão esta decepção quando virem que gastaram demais no fim do ano e agora não tem nenhum para honrar as famosas dívidas de início de ano. Mas o que importa? O Brasil superou a crise e não falta crédito pra quem procura. Procura o que mesmo? Uhm… Se enforcar e passar o próximo ano esperando o 13º salário para quitar as dívidas. Mas não tem nada não, logo chega o Carnaval, São João, Copa do Mundo e todas as outras festas pra amenizar a dor do povo!

Pessimismo a parte, 2009 foi um ano do caralho! Muito trabalho, muito trabaio, muitas viagens, amigos novos, mengão campeão… Nada a reclamar, só a criticar. É isso mesmo, enquanto apontava o dedo pros erros do povo vislumbrei meus próprios erros. Fui mais um dos tantos que pensaram mais no TER do que no SER. Fui um pouco relapso com a família e alguns amigos. Fui um pouco impaciente e egoísta. Fui desleixado com minha saúde!

Não me canso de gritar!!! HEXACAMPEÃO brasileiro de futebol masculino! Maior do Brasil!

Em outro post já me intitulei católico, porém com muitas restrições. Aquele que é católico entenderá (ou pelo menos deveria), o pedido que faço para 2010: Desejo sabedoria, entendimento, conselho, ciência, piedade, fortaleza e temor. Com apenas estes sete dons, creio ser capaz de ser ainda mais feliz que sou e ainda levar felicidade aos que me cercam. Não se trata de uma conclusão religiosa! Apenas utilizo os dons, aprendidos em minha criação católica, na maneira mais etimológica, para servir de base para não cometer os erros e repetir os acertos deste ano.

Acredito que este ano eu não voltarei a escrever. Iniciarei o ano de 2010 a -20º C na gélida Noruega, onde passarei um mês trabalhando… Esta deve ser a última oportunidade de dizer obrigado por este estupendo 2009 e pelos mais de 10 mil acessos em 8 meses. Pra quem não faz propaganda acho que é gente pra cacete comentando e acessando.

Se você é cristão: Feliz Natal e Ano Novo! Se não comemora o Natal nem o Réveillon, aproveite o feriado! E se você achou este post uma bosta, clique aqui embaixo, ouça esta M deste jingle e mude de opinião:

www.jaenatalnaleader.com.br/

23 de dezembro de 2009 Publicado por | Fatos da Vida..., Futebol | , , , , , , , | 3 Comentários

O Poder do (|)ariscão!

leitoaESTE POST É MACHISTA, PÉ NA PORTA – SOCO NA CARA! CASO NÃO QUEIRA SE IRRITAR COM O AUTOR, POR FAVOR, NEM COMECE A LEITURA!

GRATO, Leitoa Doida.

 Depoimento de uma feminista:

- “Eles estão apertados? Fazem no matinho, e em pé!!! – Bebem cervejinha com os amigos e está tudo bem. Fazemos o mesmo? Sim, mas com medo de sermos tomadas por encalhadas cachaceiras! – Vão trabalhar? Recebem um pouco a mais pelo mesmo serviço… – Ficam com todas? Garanhão! Fazemos o mesmo? Galinhas, vadias! – Fazem um filho? Ok, daqui a 9 meses terei um herdeiro! Nós? Teremos enjôos, e ficaremos gordas por mais de 9 meses até recobrarmos nossa antiga condição física. Claro, cheias de estrias e celulites! – Todo mês é a mesma coisa, praticamente uma hemorragia! E a tal da TPM então? – Ih, esquecemos a camisinha… Toma a pílula do dia seguinte aí fulana! Não é ele que vai receber uma enooooorme carga de hormônios e passará mal por dias a fio…”

 Réplica de uma Leitoa, neste caso, machista:

Já ouvi muitas mulheres reclamando da pesada cruz a ser carregada por ser do sexo “frágil”. Claro, todos os argumentos são válidos, mas já pararam pra pensar que as mulheres têm uma característica fantástica que nenhum homem tem? Usando uma denominação chula, em homenagem a um amigo que há muito tempo não encontro, vocês mulheres tem o “Poder do Mariscão”. Este poder, que concede a mulher uma vantagem invejável, poderia ser chamado de poder do batom, da saia, do soutien (palavrinha francesa chata!), etc. Como este é o blog de merda, devemos sempre dar preferência às expressões de baixo calão!

 Vocês podem estar pensando agora: Que diacho de poder é esse homem do céu???  Tenho certeza que as mulheres sabem a resposta! Podem estar não associando o nome a pessoa, mas sabem que poder é esse, como usar e quando usar! É o poder de mudar um ambiente, um homem ou até um grupo deles. É o poder de influência sobre a última palavra. O poder de estar sempre certa! A magia capaz de fazer o homem abdicar de qualquer vantagem que possa ter em prol da mulher.

 Calma, ainda não dei motivos para que joguem pedras. Leiam o próximo parágrafo e pararão de tacar pedras na Geni (não Mel, não é você… Piada interna), e jogarão pedras na Leitoa.  Leiam o outro e aí sim, queimarão o Blog!!!

 A mulher exerce uma influência ótima sobre os homens. Tomemos por exemplo uma mesa de bar onde alguns marmanjos conversam… Assunto? Que mais além de futebol, mulher, sacanagem, cachaça e festa? É capaz do Zé largar um sonoro peido e o Mané gritar: Noooossa, se tivesse língua falava: Mané, te quero e vou ter!!! Mas é só chegar a Mariazinha, mulher do Zé, que ele vira um doce de pessoa. Tãaaaao educadinho. Lembram do depoimento no primeiro parágrafo? É todinho verdade, admito. Porém, se por um acaso tivermos uma mulher emanando seu poder, ele poderia ser transcrito assim:

 “Estou apertado? Nada de matinho! Existe banheiro pra isso!! – Cervejinha com os amigos??? “Isso não me pertence mais”! – Recebo mais? Sem problema, a conta é conjunta mesmo… Gaste o quanto quiser viu amorzinho! – Teremos um filho amor!!! Que isso, você ta linda com esse barrigão! Não vejo nenhuma estria, aliás, nem sei o que é isso!!! E para de besteira! Celulite quer dizer gostosa em braile! – Pode deixar, eu vou na farmácia comprar o Atroveran e aproveito e trago uma caixa de OB. Fluxo intenso não? Ah, não esquecerei a camisinha!!!!”

 Viu, não é que o ogro pode realmente virar um doce? Por que ele se esforça tanto? Simplesmente pra não bater de frente e nem causar mal-estar. Principalmente naqueles dias. Tudo porque o homem ama a mulher seja ela: esposa, namorada, mãe, filha ou amiga. Este é o poder do homem: O Poder de Cessão frente ao poder do (|)! Somos capazes de ceder para evitar conflito e, portanto, evitar um desgaste da relação.

 Agora vou pegar pesado, mas como gosto de ver o circo pegar fogo…

 Este poder masculino adveio naturalmente do poder feminino. É fato que a mulher nada precisa fazer para encontrar um cara boa pinta. Tudo o que ela precisa fazer é jogar o encanto esperar e escolher (é desta vantagem invejável que falava no começo do texto). O homem raramente tem o poder de escolha (salvo os ricos, famosos ou considerados aberrações por sua beleza pronunciada). Enquanto o homem convive com a rejeição feminina, existem mulheres que até hoje nunca foram rejeitadas. Perguntem a qualquer homem quantos NÃO ele recebeu na vida. A resposta será: tantos quantos as estrelas no universo. Doloroso? No início sim, mas depois se aprende a conviver com isto.

 Quando solteiros, o Poder da Cessão nos faz tão benevolentes a ponto de fazermos caridade com moças desprovidas de beleza! Claro, fazemos uso do embelezador (marvada pinga), antes de fazermos uma feia feliz. Já o poder do (|) aliado à extrema beleza da detentora do mesmo, gera um poder ainda maior chamado de Grande Poder de Escolha. A pitucha se torna incapaz de fazer uma caridade sequer. Pelo menos eu, feinho deste tanto, não ando recebendo caridade de nenhuma beldade extrema!

 Já dizia o Tio Ben: “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. A maior de todas é ser simplesmente um ícone do intangível, do inatingível, da perfeição! Elas não têm vontade e nem podem fazer caridade simplesmente por dois fatores: Para não banalizar a grande dádiva recebida, o que por si só acabaria com seu poder e com a referência de perfeição para os demais; E porque diferentemente de nós homens que achamos os nossos pintos no lixo, elas prezam, ou deveriam prezar, sua fonte inesgotável de poder, o…

 ostra

Mariscão!!!!!!!!!!!!!!!!!

12 de novembro de 2009 Publicado por | Fatos da Vida..., Papo de boteco, Relacionamentos | , , | 17 Comentários

* doce

leitoa

Este texto vai tratar de uma prática constante nas sociedades, desde os tempos mais primórdios… Não, eu não estou falando do Hermes e Renato. Nem, muito menos, do o|o. Muito pelo contrário, falo da arte de fazer * doce!

Antes de qualquer coisa, o uso do * se deve ao fato de ser uma figura bem representativa da parte do corpo humano em questão. Tá certo, o asterisco tem menos pregas, mas não percamos as pregas por causa disso!

Existem algumas formas de se fazer * doce. Atire a primeira pedra aquele que nunca fez unzinho sequer… Dentre as modalidades de ânus dulcificado, podemos mencionar algumas que não são tão ofensivas nem ardilosas, mas uma, especificamente falando, é a pior de todas. Vamos aos exemplos:

A primeira situação, bem comum de se ver quando convivemos com crianças, é aquela quando um objeto é muito desejado. Faz-se uma propaganda direta ou indiretamente do que se deseja (mulheres sempre indiretamente, as crianças e homens falam na lata!). No fim não se consegue o tão sonhado objeto. Tempos depois, rola uma pergunta do tipo: Você ainda quer aquilo? E a resposta cheia de * doce: Não obrigado, agora não quero mais!

O segundo exemplo a ser citado, envolve eventos sociais. Sabe aquela festinha que a galera organiza de última hora e que, por ser inesperada, sempre se esquece de enviar um convite? É, não adianta ligar, já da festa, convidando porque aquele que tem o * “docismo” como preceito jamais aceitará o convite!

Esse dois exemplos mostram uma maneira aceitável de * doce e já explicarei o porquê: Orgulho!!!! Quando motivado pelo orgulho, a única pessoa que se prejudica é a própria orgulhosa! É essa pessoa que deixará de ganhar um presente, ou de se divertir…

Por outro lado, pensemos na seguinte situação: Uma pessoa sabe que nunca terá nada com o outro cidadão. Entretanto, fica marcando em cima, dando falsas esperanças através de um * doce desonesto, só pra alimentar seu próprio ego, deixando a vítima como um cômodo estepe. Neste caso, este indivíduo só estará fazendo mal ao pretendente, que apaixonado, se torna cego e não consegue separar o tipo de relação! Chega a ser sádico!

Por isso amigos, se por acaso se enquadram neste cenário, sejam sinceros e falem a verdade, que não rolará nada! Parem de enrolar o(a) pobre com historinhas de que não sabe o porquê de não ficarem (namorarem, casarem…), visto que se dão tão bem… Não me venham com essa de que vocês são amigos e que tem medo de estragar essa amizade tão bonita. Parem com a bobagem de que no momento não quer compromisso e que por isso não vai querer magoar essa pessoa tão querida!

E você apaixonadinho(a), que anda de quatro por alguém que só te maltrata, abra o jogo e ponha tudo em pratos limpos! Se der certo, bom pra você! Se acaso permanecerem os sintomas de * “docismo”, só existe um remédio:

Jontex-Diet

Conhecem mais alguma forma de * doce? Aguardo respostas nos comentários…

3 de novembro de 2009 Publicado por | Fatos da Vida... | , , , , , | 8 Comentários

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