The 33! Based on a true story.
Terminou o resgate dos mineiros no Chile. O mundo todo acompanhou. Teve hino, discurso político, distribuição de pedrinhas, ex-jogador da seleção chilena e esposa que na verdade era a amante entre outras coisas.
Os 33 mineiros já viraram celebridades, o que é coisa perfeitamente natural no mundo atualmente. E naturalmente já tem um monte de gente querendo ganhar dinheiro à custa dos acontecimentos (o que é ainda mais natural no mundo).
Eu estive imaginando como será o longa-metragem Holiwoodiano a respeito dessa história. Já pensaram?
Um desastre em uma mina em uma república sul-americana. Obviamente causado pela incompetência, ineficiência e ganância dos trabalhadores sul-americanos, que não respeitaram as mais básicas regras de segurança para trabalhos em espaço confinado, que qualquer trabalhador estado-unidense, louro e de olhos azuis conhece de trás para frente. Sem falar no uso de ferramentas inadequadas e antiquadas há vários anos proibidas nos Estados Unidos da América.
Gael García Bernal faria o papel do mineiro mais lúcido entre os 33, que sempre alertou seus patrões sobre o perigo daquela atividade, e seria o que organizaria o grupo soterrado, possibilitando o resgate.
Antônio Banderas faria o papel do presidente chileno que, totalmente perdido e confuso, faria um apelo emocionado aos Estados Unidos da América por auxílio nos trabalhos de resgate que o Chile, sendo um país sul-americano, latino e conseqüentemente atrasado econômica e tecnologicamente, jamais seria capaz de realizar.
O solidário e humanitário presidente estado-unidense, brilhantemente interpretado por Denzel Washington, proferiria o brado “Yes we can!” ao telefone com Antônio Banderas, e ordenaria imediatamente a formação de uma equipe com os melhores dos melhores, que, por óbvio, estão todos em território estado-unidense.
Seriam então convocados Clint Eastwood, George Clooney, Bruce Willis, Samuel L. Jackson e Chris Evans para formar a “Task Force Hope”.
Durante as escavações uma série de problemas pessoais entre os componentes da equipe viriam à tona, especialmente o casamento entre a filha do chefe da força tarefa (Clint Eastwood), a belíssima Kirsten Dunst e o inexperiente, porém vibrante, especialista em sistemas automatizados de perfuração (Chris Evans).
Próximo do final da perfuração, uma grande tragédia se abateria sobre a equipe, e a personagem de Clint se sacrificaria para salvar todos os outros sendo deixado dentro da mina para sempre. Mas nos momentos finais ele daria sua bênção ao casamento da filha pelo rádio de comunicação, segundos antes de ser esmagado por um desmoronamento da mina.
A personagem de Gael García Bernal sugeriria que o acampamento fosse apelidado de “Esperanza” em homenagem à força tarefa que os salvou da morte certa.
Todos os envolvidos (inclusive os chilenos) cantariam o hino estado-unidense como homenagem e em agradecimento ao país responsável por evitar mais essa tragédia.
A película se encerraria com uma montagem muito bem feita do pavilhão chileno em segundo plano e em primeiro plano o pavilhão estado-unidense mostrando a evidente cópia promovida pelos chilenos. Fade out para um texto informando que o acampamento Esperanza está no local até hoje, e que todos os mineiros foram salvos e hoje vivem felizes com suas famílias. Tudo isso ao som de uma música marcante composta por Alan Silvestri.
Em todo o material promocional veríamos a seguinte frase: “Baseado em fatos reais”.
Parabéns a todos os envolvidos no resgate, independente de nacionalidade, bandeira, hino, etc.
PS.: Olha só meu povo … Dominei o Blog!
3 Comentários »
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Que “merda” de filme, hein!!!???
Vc já pensou em ir para Hollywood? kkkkk
Muito bom.
Se for preciso um cameraman, eu alinho nesta merda…