Blog de Merda

Seria um blog de merda, ou uma merda de blog?

Campanha Por Um Mundo …

Faz tempo que ninguém escreve coisa alguma por aqui.

Quero então, aproveitar a oportunidade para fazer um protesto.

Desde que o povo brasileiro inventou o tal “jeitinho brasileiro”, imortalizado pela repugnante figura do malandro e divulgado mundialmente por figuras absolutamente toscas (para dizer o mínimo) como o Zé Carioca, por exemplo, este país tem caminhado a passos cada vez mais largos para a total e completa baderna.

Hoje em dia a anarquia é algo estabelecido e institucionalizado, o que por si só é um absoluto contrasenso.

Eu nem vou entrar aqui em aspectos gritantes como a organização e funcionamento do sistema de serviços públicos deste “país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Quero tratar tão somente da total falta de respeito ao menor sinal de organização internalizada nos indivíduos viventes nesta nação.

Alguns poderão dizer que eu estou exagerando (eu tendo a ser exagerado mesmo, sei disso), especialmente por viver na cidade símbolo da balbúrdia, desordem e tumulto, mas o protesto e o apelo que tenho a fazer valem para todos os rincões do território nacional.

Não pretendo extirpar, nem sou contra o “jeitinho brasileiro”, apesar de me sentir um pouco envergonhado quando ouço este termo. Acho que a descontração é uma excelente maneira de se levar a vida. No entanto, a esperteza e o “levar vantagem” não são, e jamais serão, justificativa plausível para que os cidadãos se tornem bons filhos da puta (não pelas mães que têm, mas pelos filhos que são).

E não adianta ler o que escrevo e publico neste espaço esquecido do mundo cibernético, e concordar, afirmando com a cabeça, ou rindo de orelha a orelha sem fazer uma reflexão sobre seus próprios atos. Se tu o fizeste , ou o está fazendo, és um bom filho da puta!

Claro que deixar de ser uma “alma sebosa” (definição nordestina e mais precisa impossível para o tipo de ser que descrevo) não é um processo fácil. Então pensei em fazer uma pequena lista de ações com as quais você, “filho de uma rapariga rampeira” (para me manter no nordeste) pode passar a tomar mais cuidado:

1 – Jogar lixo na rua:

Tia Cotinha ensinou no Jardim I (se a senhora sua mãe não o fez) que isso não se faz. Não importa se é só um pequeno papelzinho, ou uma bituca de cigarro.

2 – Urinar na rua:

Não vou perder tempo discutindo uma nojeira dessas. E façam-me o favor de não levantar o argumento do carnaval e sua falta de banheiros químicos. Usem o cérebro só pra variar.

3 – Fechar o cruzamento da avenida:

Serei bem direto. Foda-se se você está atrasado para qualquer merda que tenha marcado com outrem. Isso não te dá o direito de foder ainda mais a vida do próximo que, assim como você, está tentando em vão chegar a algum lugar (por qualquer que seja o motivo).

4 – Acelerar o carro quando alguém da fila ao lado faz sinal que quer mudar para sua faixa:

Isso sim é sinal de filha-da-putice nível 8. Além de ser uma questão de educação, você não vai morrer se chegar 0,00254 segundos mais tarde.

5 – Gastar água varrendo calçadas com mangueiras, banhos demorados, escovações de dentes perfeccionistas e coisas do tipo:

Não interessa se você tem dinheiro para pagar a conta de água da cidade de São Paulo inteira. Essa porra vai acabar. E tomara que seja com o teu filho para que ele tenha uma boa razão pra te largar num asilo com uma fralda cheia e jogando sueca para passar o tempo.

6 – Estacionar na vaga de deficientes:

A menos que você seja mesmo deficiente (e não vale a piadinha da deficiência mental), vá procurar uma vaga normal para parar o carro. Os 5 minutos que você vai perder também não vão te matar (com raras exceções). Se não está a fim de procurar vaga, fique em casa ou vá de táxi. Transporte coletivo também serve.

7 – Forçar seu embarque no elevador, ônibus ou metrô antes dos outros desembarcarem:

Qualquer nematelminto é capaz de entender que se aqueles que querem desembarcar efetivamente o fizerem, o embarque subseqüente será consideravelmente mais fácil.

8 – Largar a bandeja com pratos e talheres sujos na mesa em uma praça de alimentação:

Deixe de ser tapado (a). Você escolheu comer numa praça de alimentação, muito provavelmente algum fast-food ou self-service. Portanto, não está muito preocupado com o serviço. Nestes casos faz parte do procedimento tirar a sua própria bandeja. Se você quer ser servido à francesa, vá a um bom restaurante, deixe de ser mão-de-vaca e pague aquilo que lhe for cobrado. Alguns poderão argumentar que não possuem dinheiro para comer em um bom restaurante. Neste caso você se fudeu. Tire a sua bandeja e não bufe.

9 – Pichação:

A pichação por si só já é um ato totalmente imbecil. Alguns vão tentar argumentar que é uma forma de expressão ou de protesto. Neste caso eu quero fazer a seguinte reflexão: De que adianta “se expressar” ou “protestar” com uma mensagem que só você entendeu? Porque então colocar aquele monte de rabiscos espalhados pela cidade como se ela fosse um desenho de criança entre 0 e 2 anos de idade? Qual o objetivo? Provar que você é um idiota que se arrisca nas alturas praticando atos criminosos? Bela merda! Deixe de ser filho da puta e vá arrumar algo para fazer, vagabundo!

Esses foram nove exemplos. Existem milhares.

O Blog de Merda inicia aqui uma campanha:

Campanha Por um Mundo Menos Filho da Puta

Colabore nos comentários com mais exemplos. E mais do que isso, colabore não repetindo esse tipo de coisa na sua vida.

13 13UTC outubro 13UTC 2010 - Publicado por | Fatos da Vida... |

5 Comentários »

  1. Q bom vcs voltarem! Já estava sem ter o q fazer para passar o tempo ao ficar até mais tarde no trabalho vendo simulações divergirem… mas enfim… TB ODEIO cariocas… sim.. cariocas são os mais fdp deste glorioso país…
    Só para citar um exemplo: Alguém aí pega a faixa reversível de manhã? Sabem então que levaríamos 10 min para pegá-la caso os nossos vizinhos malandros não furassem a fila dos que já estão em fila dupla, fazendo com que percamos 30 min ou fazendo com que tenhamos que sair de casa às 6h….
    Bjs

    Comentário por Lucilla | 13 13UTC outubro 13UTC 2010 | Responder

  2. Estava com saudade do BDM (mentira, nem lembrava que ele existia, mas se lembrasse estaria com saudade, certeza).
    Sensacional esse post, eu nem odeio cariocas, como a leitora do outro comentário, eu odeio gente mesmo. Adorei o que foi escrito e principalmente da maneira como foi escrito. Tia Cotinha tinha que ensinar as crianças desse jeito.
    Beijos e voltem sempre.

    Comentário por Carol | 13 13UTC outubro 13UTC 2010 | Responder

  3. Furar fila e fingir que não furou, que não é com ele, que não sabe nada. Filha-da-pultice extrema.

    Comentário por Vinicious Rumors | 13 13UTC outubro 13UTC 2010 | Responder

  4. Eu só li o primeiro e o último parágrafos pra poder fazer algum comentário mais ou menos relacionado ao tema. Tio Joker: isso é um jeitinho brasileiro filho da puta ou é um jeitinho de brasileiro filho da puta?

    Comentário por Amigo de Copo | 14 14UTC outubro 14UTC 2010 | Responder

  5. No clima das eleições: filha-da-putice mesmo é ter o poder nas mãos para ajudar um monte de gente, e agir somente em causa própria, como fazem os políticos desse país.

    Comentário por Sofs | 18 18UTC outubro 18UTC 2010 | Responder


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